Análise de Prova do Cefet MG

by Gustavo Henn on 20 de outubro de 2014

A Sara Ribeiro, meu muito obrigado, me enviou a prova do CEFET MG, do mês de setembro. A prova teve 56 páginas. Praticamente, uma questão por página. Melhora e facilita a leitura e compreensão, acho que mais provas poderiam ser assim. Por outro lado, talvez aumente o tempo de resolução. De qualquer modo, ponto positivo.

Questão 31
As exceções aos direitos do autor referem-se ao livre uso por pessoas físicas que sejam autorizadas a fazer uma cópia. Analise as afirmações abaixo e avalie as situações em que as cópias são permitidas.

I. A cópia não prejudica os legítimos interesses comerciais do detentor dos direitos;
II. A cópia se destina a uso pessoal com uma finalidade determinada, inclusive a comercialização;
III. A cópia não será comercializada;
IV. A cópia será distribuída a um pequeno grupo para venda por
um valor simbólico e acessível a todos.

A resposta correta está
a) apenas no item I.
b) apenas nos itens I e II.
c) apenas nos itens I e III.
d) apenas nos itens II e III.
e) apenas nos itens I e IV.

Se trata dos direitos do autor, lei 9610, http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm. O enunciado poderia ser, a meu ver, mais claro, colocando que as cópias “podem ser permitidas quando”. Precisei de uma leitura mais acurada para entender o que se pede.

Os casos que a lei não considera ofensa aos direitos autorais são:

“Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I – a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;
b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas de qualquer natureza;
c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagem, feitos sob encomenda, quando realizada pelo proprietário do objeto encomendado, não havendo a oposição da pessoa neles representada ou de seus herdeiros;
d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários;
II – a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro;
III – a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o nome do autor e a origem da obra;
IV – o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou;
V – a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de rádio e televisão em estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração à clientela, desde que esses estabelecimentos comercializem os suportes ou equipamentos que permitam a sua utilização;
VI – a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro;
VII – a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir prova judiciária ou administrativa;
VIII – a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras preexistentes, de qualquer natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores.”

Considero que a questão deveria ser anulada pois não se trata apenas de comercializar ou não uma obra. Alguns autores e detentores de direitos autorais não permitem a cópia e reprodução de livros, filmes, etc., simplesmente por não gostarem, não quererem, enfim. Na minha opinião a I estaria errada, pois toda cópia fere os direitos autorais. A II erradíssima, pois não se deve copiar nem vender a cópia. A III também está errada, pois é possível fazer um número grande de cópias e não comercializar, apenas doar, por exemplo. E assim estaria ferindo os direitos do autor também. A IV também errada, pelos motivos apontados acima. Para mim, portanto todas estariam erradas. Porém, como a visão da banca se limitou a comercializar ou não a obra, consideraram que I e III estão corretas como gabarito. Porém, caberia recurso facilmente nessa questão, apenas com base na lei.

Gabarito: C (Discordo)

QUESTÃO 36
A Classificação Decimal Universal – CDU utiliza além dos números
arábicos, sinais gráficos em suas tabelas auxiliares. A disposição
desses sinais segue duas ordens: a horizontal ou interna e a vertical
ou de intercalação (SOUZA, 2010). Nas proposições abaixo,
coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:
( ) Para o arquivamento das fichas no catálogo e o arranjo
das publicações nas estantes é utilizada a sequência horizontal.
( ) A CDU sugere uma ordem de citação-padrão, usada para
unir símbolos principais e seus auxiliares, denominando a
ordem horizontal.
( ) Para classificar qualquer documento, não se deve ater
somente aos índices, mas é preciso averiguar nas tabelas
os números indicados.
( ) A citação-padrão da CDU é basicamente número principal,
seguido dos auxiliares especiais e depois dos auxiliares
comuns.
A sequência correta encontrada é:
a) F – F – V – V
b) V – F – V – F
c) F – V – V – V
d) V – V – V – F
e) F – V – F – V

Adoro questões assim. Costumo acertar todas. De certa forma, o princípio geral para acertar essa questão é ter pelo menos 1 certeza. E a partir dela encontrar a resposta.

Vejamos a afirmativa mais fácil. Para mim, é a primeira “Para o arquivamento das fichas no catálogo e o arranjo das publicações nas estantes é utilizada a sequência horizontal.” A ordem de arquivamento é chamada de ordem vertical, e não horizontal. Tendo esta certeza, ficaria apenas entre A C e E. Todas elas concordam que a última afirmativa é V, assim, nem preciso perder tempo com ela. Basta encontrar a resposta em uma das duas afirmativas que restam. A segunda afirmativa, correta, fala da ordem de citação, também chamada de ordem horizontal. A terceira afirmativa, também correta, diz de uma forma difícil que se deve usar o máximo da CDU para classificar um livro (embora na prática isso não ocorra).

Resposta: C.

QUESTÃO 37
Para que os bibliotecários possam desempenhar com mais eficiência
sua função de facilitadores no uso da informação, é importante
que eles conheçam as principais fontes de informação. Em
seu livro, Campello e Caldeira (2003) mostram os mais diversos
tipos de fontes de informação. Sobre isso, analise as proposições
a seguir.
I. A função do dicionário é estabelecer definições, e deve ser
usado para esclarecer e confirmar significados;
II . Ao considerarmos os jornais como fontes de informação,
uma de suas funções é ser um vetor narrativo ideológico;
III. As fontes de informação geográficas mais típicas são mapas,
atlas, globos, dicionários geográficos e guias de viagem;
IV. As enciclopédias evoluíram no que diz respeito às suas
funções e arranjos, mas não se preocupam em facilitar sua
utilização pelos usuários.
A proposição correta está em:
a) I e II
b) I e III
c) I, III e IV
d) I, II e III
e) II e IV

Tipo de questão também fácil de encontrar a resposta ainda quando não se tem certeza sobre todas as afirmativas.

Correção: a Gislene alertou e é verdade. A resposta correta é a letra D. A afirmativa IV está redondamente errada, pois as enciclopédias se preocupam com seus usuários.

Resposta: d

QUESTÃO 38
O desenvolvimento e a gestão das coleções sempre foi uma preocupação
de toda biblioteca. Mas, no ambiente digital, o desenvolvimento
de coleções sofreu uma profunda mudança (Tammaro
& Salarelli, 2008). Com base nessa afirmação, não é correto
afirmar que
a) os livros eletrônicos são menos populares do que os periódicos
eletrônicos, mas a situação está mudando.
b) um verdadeiro periódico eletrônico é um periódico projetado
para ser lido somente em rede, ou, pelo menos existir primariamente
em rede.
c) a ausência de uma coleção que possa folhear, disposta nas
estantes, torna ainda mais importante os catálogos, as bases
de dados e os índices dos recursos.
d) o desenvolvimento das coleções mudou profundamente no
ambiente digital. Entre as principais transformações pode-se
apontar a possibilidade de autopublicação.
e) o desenvolvimento de uma coleção impressa é mais problemático
do que o desenvolvimento de uma coleção digital, embora,
em ambos os casos, a gestão da coleção compreenda os
mesmos processos de seleção e aquisição, catalogação, arquivamento
e preservação.

Questões assim considero bem difíceis de responder. Exigem leitura alternativa por alternativa e, muitas vezes, detalhes acabam passando. É preciso ter muita atenção para acertar. A questão trata de desenvolvimento de coleções em ambientes digitais, algo que está na crista da onda. Portanto, podem surgir cascas de banana para a gente escorregar, uma vez que ainda não é algo comum. Também vale lembrar que a pergunta pede a INCORRETA. Assim, a letra A) está correta, pois realmente os periódicos se tornaram eletrônicos primeiro, até por necessidade, mas os livros eletrõnicos ganham força. No Brasil, vale lembrar a chegada da Amazon. Letra B) também correta, auto-explciativa. Letra C) correta, pois você não vai poder “browsear” diretamente no livro, então aumenta a necessidade de uma busca precisa. Letra D) também correta, o ambiente digital mudou profundamente quase tudo que diz respeito com informação. Letra E) é a errada, pois o desenvolvimento de coleções impressas, por mais difícil que seja, já tem toda uma sistemática desenvolvida por décadas. Enquanto a digital ainda está iniciando. Lembro que o parceiro Moreno Barros, Bibliotecário Doutor, ministra curso sobre Ebooks. Quem se interessar pelo tema não perca a oportunidade.

Resposta: E

QUESTÃO 41
Em relação ao processo de referência, não se pode afirmar que
a) embora a entrevista e a busca sejam muito parecidas, na prática
elas são bem distintas e realizadas separadamente.
b) o serviço de referência depende de outros serviços, pois constitui
o vínculo entre as coleções, os serviços e o público.
c) a política de referência mantém uma relação direta com as
políticas de outros serviços da instituição como a aquisição, a
catalogação e a indexação.
d) Na visão de Accart (2012, p.106) o serviço de referência generalista
não pode atender a questões muito especializadas de
natureza jurídica ou médica, por exemplo, oriundas da esfera
privada ou que sejam da competência de especialistas.
e) Grogan (1995) define o serviço de referência como uma assistência
efetiva prestada ao usuário que necessita de informação.
Nos dias atuais, tal assistência pode ser oferecida em
serviços presenciais, virtuais ou eletrônicos, por telefone, por
e-mail, por chats.
Querem a INCORRETA. E logo na letra A) está a incongruência, logo na primeira sentença: entrevista e a busca não são nada parecidas.

QUESTÃO 46
Em relação às bibliotecas digitais, analise as afirmações a seguir,
coloque (V) para as verdadeiras e, (F) para as falsas:
( ) O Z39.50 é o número de série do protocolo desenvolvido
na segunda metade da década de 1970 pela OCLC, para
facilitar a recuperação e transferência de dados em formato
bibliográfico entre processadores ligados em rede.
( ) Da mesma forma que a ficha catalográfica, a função
mais importante dos metadados é oferecer ao usuário
informações úteis para a descrição física do material.
Outras informações devem ser buscadas em contém informações.
( ) O adjetivo virtual significa que a biblioteca não existe ou
que usa tecnologia da realidade virtual. Entretanto, observa-
se que esse termo é mais antigo do que biblioteca
digital, mas continua sendo usado por algumas bibliotecas.
( ) Desde o fim da década de 1990, a denominação biblioteca
digital tornou-se comum e amplamente difundida,
porém as definições relativas a essa expressão continuam
diferentes e passam por constantes mudanças.
A sequência correta encontrada é:
a) F – F – V – V
b) F – V – V – V
c) V – F – V – F
d) F – V – F – V
e) V – F – F – F

Novamente, devemos partir de uma certeza para encontrar a resposta. A primeira diz que Z39.50 é o número de série. É bem diferente disso. De qualquer forma, é um protocolo de transfência de dados bibliográficos, sim. Então, começamos com um F. A segunda traz uma pegadinha, pois uma ficha catalográfica traz metadados com a mesma função, porém em bibliotecas digitais deverá trazer todas as informações. Não haverá um campo “contém informações”. Assim, com F F já sabemos a resposta. Letra A.

Resposta: A

QUESTÃO 50
De acordo com Ribeiro (2006) e o Código de Catalogação Anglo-
Americano (2004), nas comunicações espíritas, o ponto de
acesso principal de autoria deverá atender às mesmas regras para
autores pessoais. Além disso, a autoria, ou responsabilidade principal
sobre a obra será atribuída
a) a uma obra com autoria indefinida.
b) ao título, por se tratar de obra de autoria indefinida.
c) à entidade publicadora como responsável pelo conteúdo.
d) ao espírito seguido da palavra (Espírito), entre parênteses e
grifada.
e) ao médium ou pessoa que recebeu ou relatou a comunicação,
seguido da palavra (Medium), entre parênteses e grifada

Sempre achei curiosa essa passagem. Porém, concordo com ela. Devemos dar a autoria intelectual de uma obra ao intelecto que a criou. Independente de crer ou não, se o médium atribui a criação a um espírito, a obra deve ter como autor o espírito (Espírito).

Resposta: D.

Força nos estudos!

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Curso Biblioteconomia Para Concursos EAD turma 3 2014

by Gustavo Henn on 29 de setembro de 2014

Estão abertas as inscrições abertas para a nova turma do curso Biblioteconomia Para Concursos, turma 3 2014.

Nosso curso é baseado em objetos de aprendizagem. Através deles, os participantes podem decidir como querem aprender e praticar os diversos conteúdos do curso. Não é estático nem repetitivo, e nem tudo é aula. Acreditamos que cada pessoa tem um ritmo e um momento diferente de aprender, e isso deve ser explorado. Em recente pesquisa, encontramos que o estilo de aprendizagem predominante entre nossos alunos é o reflexivo, de pessoas que “costumam ser ponderadas nas observações e suas conclusões são refletidas antes da ação”. Por isso, quanto mais objetos de aprendizagem diferentes, melhor para a avaliação.

A participação dos professores é de mediadores e orientadores do aprendizado. Cada módulo apresenta diversos tipos de objetos de aprendizagem: textos selecionados, links, games, questões comentadas, além de aulas curtas, com o que é mais importante. Além de fóruns para interação com outros participantes e com os professores. E, claro, também trará questões de várias organizadoras, algumas comentadas. Muito material novo também, novas video-aulas, novos games, nova apostila. É um trabalho que iniciou em 2010 e que está com um formato consolidado que vem alcançando bons resultados. Já tivemos ao longo desse tempo mais de 600 alunos, muitos já são servidores públicos e que estão conquistando seus objetivos.

O novo formato do curso é de 4 meses, sendo 2 meses de curso e dois meses com acesso disponível. É um tempo ideal para quem está disposto a estudar e aprender.

Introdução ao curso. Documentação Biblioteconomia e ciência da informação Normas técnicas para a área de documentação Resumos e índices Indexação Catalogação (AACR-2, RDA, RFRB) Classificação Serviço de referência Estudo de usuário Organização e administração de bibliotecas Desenvolvimento de coleções Noções de informática para bibliotecas Automação Publicações Oficiais Preservação, conservação e restauração de documentos, acervos bibliográficos e conservação digital Bibliografia Catálogo: Tipos e funções. Legislação bibliotecária Dicas gerais para provas discursivas Ergonomia Fontes de informação

Inscrições abertas
Serviço
Curso Biblioteconomia Para Concursos 3 2014, entre 10 de novembro e 10 de janeiro (depois do encerramento, 2 meses de acesso, até o dia 10 de março de 2015)
Investimento: R$ 379 (via pagseguro)
Inscrições a partir do dia 29 de setembro
Contato: blogconcursos@gmail.com
Força nos estudos!!!!

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Análise de prova TRF 1a região

by Gustavo Henn on 26 de agosto de 2014

A Sara Torres, a quem agradeço, enviou a prova do TRF 1. Organizada pela FCC, foi uma prova com o padrão FCC, do qual eu gosto. Questões simples, sem muita casca de banana. Para quem está seguro.

Analisei algumas questões abaixo

25. Na indexação de um documento que trata de “diamantes” para sua inclusão numa base de dados, foram atribuídos os seguintes termos:

Diamantes
Pedras preciosas
Minerais

Levando em conta as diretrizes da indexação, é correto afirmar que se
(A) deixou de seguir o princípio da especificidade.
(B) optou por aplicar a indexação seletiva usando poucos termos.
(C) pretendeu aumentar a precisão das buscas à base.
(D) buscou abranger todo o conteúdo temático do documento.
(E) diminuiu a probabilidade de falsas associações.

O documento trata de “diamantes”. Diamante é uma pedra preciosa. Pedra por sua vez é mineral. Foram atribuídos termos hierarquicamente ligados, do mais específico, diamante, para o mais geral, mineral. Assim, a meu ver, a resposta correta é A, pois se deixou de seguir o princípio da especificidade ao indexar usando termos mais gerais.

Resposta: A

26. Sobre a Classificação Decimal de Dewey, considere:
I. Nenhum princípio é mais fundamental para a CDD do que este: as partes da classificação são dispostas por assunto, e não por disciplina.
II. O primeiro algarismo de uma notação indica a classe principal. Os zeros são empregados para completar a notação até a extensão mínima obrigatória de três algarismos.
III. O terceiro algarismo de cada número de três dígitos indica a seção. Um ponto decimal é colocado após o terceiro algarismo, depois do qual prossegue a divisão por dez até o grau específico de classificação que se fizer necessário.
IV. Tudo o que é válido em relação às partes é válido também em relação ao todo: esse importante conceito é conhecido como força hierárquica.
V. Se dois assuntos receberem tratamento semelhante em uma obra e não forem usados para introduzir ou explicar um ao outro, deve-se classificar a obra no assunto cujo número vier primeiro nas tabelas.

É correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e IV.
(B) I, III e IV.
(C) II, III e V.
(D) I, II e V.
(E) III, IV e V.

Vejamos. Afirmativa I está errada pois se trata de Disciplina. A II está corretíssima, o primeiro algarismo se refere obrigatoriamente a uma das 10 classes principais. III está correta também, os três primeiros algarismos se referem a Classe, Divisão e Seção. A IV está errada pois é o inverso. Tudo o que vale para o todo vale para a parte, por isso a força hierárquica. A V também está correta, é um princípio para facilitar a decisão.

Resposta: C

27. O mecanismo da Classificação Decimal Universal conhecido como subdivisão paralela é representado pelo símbolo

(A) ÷ ? usado para subdividir com maiores detalhes uma classe da tabela principal.
(B) = ? usado para denotar a equivalência entre as facetas de um assunto.
(C) ? ? usado para expandir conceitos semelhantes em todo o sistema.
(D) ? ? usado para indicar a localização dos assuntos afins nas tabelas.
(E) ’ ? usado para sintetizar dois números que compartilham a mesma subdivisão.

28. Avalie as notações da Classificação Decimal Universal abaixo.

I. 347.7(81)8 ? Direito de autor no Brasil
II. (=87) ? Povos indígenas da América do Sul
III. “15/19” ? A Idade Moderna
É correto afirmar que
(A) III está incorreta; o auxiliar comum de tempo é dependente, portanto, não pode formar sozinho um número de classificação.
(B) II está incorreta; o auxiliar comum de raça é dependente, portanto, só pode ser usado junto com uma classe principal.
(C) I, II e III estão incorretas; os auxiliares comuns devem suceder ou preceder o número principal, uma vez que representam detalhes dos assuntos.
(D) I está incorreta; o auxiliar comum de lugar não pode ser intercalado em um número principal.
(E) I, II e III estão corretas; os auxiliares comuns independentes podem ser usados sozinhos ou no meio de um número das classes principais.

Gosto muito de questões assim. Primeiro devemos observar que se trata dos auxiliares independentes, ou seja, aqueles que não dependem de um número principal. Logo, as alternativas A e B estão erradas, assim como a D, pois por ser independente o auxiliar pode estar em qualquer posição na notação. A C faz uma brincadeira, dizendo que estão incorretas mas colocando uma explicação correta (embora tenha usado o termo “deve” no lugar de “pode”, mais apropriado). Resta portanto a afirmativa E, correta.

29. A estrutura enumerativa da Classificação Decimal de Dewey serviu de base para o desenvolvimento da Classificação Decimal de Direito, cujo objetivo foi expandir e aprofundar a classe 340, adaptando-a ao ordenamento jurídico brasileiro. Além disso, a CDDir incorporou uma série de recursos da Classificação Decimal Universal, incluindo o sistema notacional e alguns mecanismos de síntese.

A afirmativa acima está
(A) correta; a CDDir criou um índice relativo baseado na CDD.
(B) incorreta; a CDDir utiliza o sistema notacional da CDD.
(C) incorreta; a CDDir foi desenvolvida com base na CDU.
(D) correta; a CDDir usa recursos de coordenação e adição da CDU.
(E) correta; a CDDir pode ser usada simultaneamente com a CDD.

Quem estudou a CDDir, também conhecida por Doris, sabe que nada tem de CDU nela. Logo, o enunciado está incorreto. Resposta: B.

30. Ao redigir um resumo, um bibliotecário empregou palavras diferentes das usadas pelo autor do documento original, com a intenção de obter brevidade. O risco dessa prática é distorcer o significado do original.

É correto afirmar que o bibliotecário aplicou
(A) o método da síntese.
(B) o princípio da objetividade.
(C) a paráfrase.
(D) a regra da generalização.
(E) a metonímia.

O prefixo “para”, encontrado em palavras como paralela, parábola, etc., significa algo que corre junto, mas que não é exatamente igual. Parafrase significa isso, dizer o que autor disse mas usando outras palavras. O que nem sempre é possível. Resposta: C.

31. O Código Civil Brasileiro é uma obra que pode ser realizada de diferentes maneiras: o texto original, uma edição anotada e uma versão em quadrinhos. Segundo os Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos, essas realizações são denominadas

(A) expressões, por sua vez, materializadas por meio de manifestações.
(B) atributos, divididos em duas categorias: os inerentes e os externos à obra.
(C) manifestações, que representam materiais físicos, como livros, CDs etc.
(D) itens, pelos quais o usuário tem acesso ao conteúdo intelectual da obra.
(E) entidades, que são o objeto de interesse dos usuários de dados bibliográficos.

A Obra é o Código Civil. Que pode ser expressa de diferentes formas e materializadas em diferentes manifestações.

Resposta: A

Força nos estudos!!

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Análise de prova TJ Pará

by Gustavo Henn on 24 de agosto de 2014

Recebi do Erik André a prova do TJ Pará. Organizada pela vunesp, foi uma prova muito bem elaborada, abordou assuntos modernos como rfrb e oai, entre outros. Bem elaborada.

Algumas questões

32. No ordenamento brasileiro, as fontes juri?dicas sa?o categori- zadas em materiais e formais, sendo que as fontes materiais

(A) sa?o os meios pelos quais o Direito se apresenta: leis, regulamentos, decretos, jurisprude?ncias, doutrinas, tra- tados e outros; ja? as fontes formais se fundamentam na origem e na histo?ria do Direito, bem como na sociolo- gia, na e?tica, na poli?tica e no costume.
(B) sa?o os materiais impressos existentes nas editoras, li- vrarias e bibliotecas, ao passo que as fontes formais en- globam todos os tipos de fonte, principalmente aquelas em formato eletro?nico e digital.
(C) sa?o as fontes legislativas, representadas pelas normas superiores (leis, projetos de lei, decretos, medidas pro- viso?rias, acordos e tratados); ja? as fontes formais sa?o as fontes doutrina?rias e jurisprudenciais, retratadas pelas deciso?es dos tribunais.
(D) expressam juridicamente as fontes formais, dando-lhes o cara?ter de direito positivo; ja? as fontes formais forne- cem a mate?ria para a elaborac?a?o do Direito, constituin- do as causas (histo?rico-sociais, e?tico-valorativas etc.) de sua construc?a?o e modificac?o?es.
(E) fundamentam-se na origem e na histo?ria do Direito, bem como na sociologia, na e?tica, na poli?tica e no cos- tume; ja? as fontes formais sa?o os meios pelos quais o Direito se apresenta: leis, regulamentos, decretos, juris- prude?ncias, doutrinas, tratados e outros.

Difícil no inicio entender. Pois o termo material, para um bibliotecário, remete a algo tangível. No entanto, neste caso, não é isso. As fontes materiais são as fontes que originam os direitos. Resposta: letra E.

67. Leia a definic?a?o a seguir.
“… melhoria nas condic?o?es de trabalho, com extensa?o a todas as func?o?es de qualquer natureza e ni?vel hiera?rquico, nas variac?o?es comportamentais, ambientais e organizacionais que venham, juntamente com poli?ticas de recursos humanos condizentes, humanizar o emprego, de forma a se obter um resultado satisfato?rio, tanto para o empregado como para a organizac?a?o. Isso significa atenuar o conflito existente entre o capital e o trabalho.”
Essa definic?a?o refere-se a?
(A) arquitetura da informac?a?o.
(B) usabilidade.
(C) ergonomia.
(D) governanc?a de recursos humanos.
(E) sociabilidade das relac?o?es.

A única resposta possível entre as alternativas é ergonomia. O texto se aplica bem aos ideias da ergonomia do trabalho. Resposta: C.

48. Analise as seguintes frases.
I. “[...] e? o conjunto de princi?pios expostos nos livros de direito, em que se firmam teorias ou se fazem interpreta- c?o?es sobre cie?ncia juri?dica”;
II. “ a forma pela qual os tribunais expressam suas deciso?es e aplicac?o?es da legislac?a?o vigente”;
III. “o conjunto de normas e atos juri?dicos que ditam as re- gras de conduta dentro de um Estado”.
Elas representam, correta e respectivamente, os seguintes conceitos da informac?a?o juri?dica:
(A) doutrina; legislac?a?o; jurisprude?ncia.
(B) jurisprude?ncia; doutrina; legislac?a?o.
(C) jurisprude?ncia; legislac?a?o; doutrina.
(D) doutrina; jurisprude?ncia; legislac?a?o.
(E) legislac?a?o; doutrina; jurisprude?ncia.

Doutrina jurisprudência e legislação. Parece fácil, mas vejo muita gente confundir. Sempre é bom represar. Letra: D.

37. Segundo a ISO 1087-1, a refere?ncia dos termos na terminologia e? formulada mediante operac?o?es de definic?a?o por intenc?a?o ou por extensa?o. Assinale a alternativa que descreve correta e respectivamente tais operac?o?es.
(A) Identifica a totalidade de objetos aos quais corresponde o conceito; apresenta o conjunto singular de caracteri?s- ticas que definem aquele determinado conceito.
(B) Enumera todos os conceitos subordinados segundo um crite?rio de subdivisa?o por categorias partitivas e asso- ciativas; aponta a compreensa?o global do significado do conceito, adicionando-o ao objeto.
(C) Apresenta o conceito indicando seus subordinados, se- gundo crite?rios CDU; arrola o conceito superordenado e as caracteri?sticas do conceito em foco, independente- mente do conceito subjacente.
(D) Oferece a interpretac?a?o relativa dada ao conceito, inde- pendentemente do conceito subjacente que lhe foi determinado via CDU; aponta estrita e diretamente o conceito subjacente determinado via sistema de classi- ficac?a?o CDU.
(E) Indica o conceito imediatamente superordenado,seguido das caracteri?sticas que o distingue de outros concei- tos coordenados; descreve o conceito enumerando todos os conceitos subordinados que correspondem a um crite?rio de subdivisa?o.

Tipo de questão difícil, pois não é comum. Sempre sugiro que a melhor forma é começar com o mais fácil. O mais fácil, nesse caso, é o conceito de extensão. A única alternativa que “expande” é a da letra E, que é a alternativa correta. Extensão é o que vem depois, ou seja, subordinado. E intenção diz respeito ao conceito superordenado hierarquicamente acima, que vem “antes”.

Força nos estudos!!!

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10 anos

by Gustavo Henn on 22 de agosto de 2014

10 anos

Em março de 2004, na associação de bibliotecários de Pernambuco, eu ministrei meu primeiro curso para concursos. Foi a primeira experiência que tive do tipo e foi o ponto inicial deste trabalho. Lembro que preparei o curso junto aos amigos Marcia Rodrigues e Rodrigo Galvão. Edilene Silva e Rose Couto eram as diretoras da APBPE na época, agradeço muito por terem aberto as portas.

O início, como todo início, foi um grande aprendizado. Eu já tinha toda a base de material que utilizei e produzi para meus próprios estudos, tinha alguma noção de métodos de estudos, e nenhum jeito para lidar com o público – até hoje tenho essa dificuldade.

Isso foi em março de 2004 e em fevereiro de 2005 eu publicava o livro biblioteconomia para concursos, o primeiro volume, o pai de todos. Contei com a ajuda dos amigos Rodrigo Galvão e Alex Lennine. Depois em 2006 veio o blog, com o apoio da ExtraLibris, do Fabiano Caruso e do Moreno Barros. Em 2007 voltei a ministrar cursos, e desde então tive a oportunidade de conhecer bibliotecários e bibliotecárias de vários estados do Brasil. Sem dúvida a parte mais gratificante de todo esse esforço. Foram tantas pessoas que organizaram o curso que não vou correr o risco de esquecer alguém. Só tenho a agradecer a todos. Por volta de 2008, com o apoio de Henrique Ferreira e Sandryne Barreto comecei o curso online, que se firmou em 2010, com o apoio de Henrique Ferreira e o suporte do Fabiano Caruso e extralibris. Em 2013 mais uma mudança, o biblioteconomia para concursos passou a ser independente, o que forçou uma outra visão de tudo. Mais aprendizado.

E o aprendizado continua.

Nesses 10 anos muita coisa mudou. Os concursos em biblioteconomia não só aumentaram como se tornaram constantes. Lembro que no começo do blog eu divulgava os editais, mas depois ficou inviável. Eram muitos. O mesmo acontecendo com as análises de provas. Muitas provas, difícil dar conta de tudo. Agradeço a todos que enviam.

Uma coisa que me deixa feliz é ver novos bibliotecários também dedicados a concursos. Uma área como a nossa precisa de mais pessoas interessadas em compartilhar o que sabem. Bibliotecários são servidores públicos naturais no Brasil, pois os postos de trabalho em biblioteca são praticamente 50% do total, vide censo cfb. Então é natural ser concurseiro em nossa área. Fico feliz de ver iniciativas como as de Fernando Mustafa, Klara freire, Chico de Paula, Talita James, Leandro Fonseca, Suzane Lima, Alex da Silveira, Diego barros, Wesley Leite, Allan Julio Santos. Existem outros, com certeza. Fico feliz de ver bibliotecários compartilhando o que sabem com outros bibliotecários.

Outra coisa que noto, porém com tristeza, é que de certa forma o ensino de biblioteconomia piorou. Tenho alunos que sabem todas as teorias de capurro mas nao sabem a diferença entre cutter e ranganathan. Nao sei dizer o que está havendo nas universidades, mas isso é geral. Claro que a universidade nao deve focar em concursos, porém é preciso entender que está formando bibliotecários técnicos. Aacr2 é mais importante.

Ministrar cursos para concursos também envolve trabalhar com diversos tipos de estudantes. Quando se trata de concurso, todos são estudantes. O concurso iguala o doutor e o graduando numa concorrência sem privilégios. Já tive tanto alunos dos períodos iniciais do curso (já tive em meus cursos pessoas que nem tinham iniciado biblioteconomia ainda), quanto pessoas formadas há décadas; Bibliotecários empregados em grandes bibliotecas e bibliotecários empregados em áreas totalmente diferentes; bibliotecárias que estão fazendo um doutorado mas nunca trabalharam em biblioteca e bibliotecárias que trabalham em biblioteca desde quando eram auxiliar. Todos são estudantes quando querem se preparar para concurso. Essa fase de preparação também tem vários níveis. E isso é individual. A maioria está em níveis iniciais, pois o comum é deixar de ser concurseiros quando se atinge os níveis mais avançados – afinal de contas, quando você está num nível tão alto assim você é aprovado no concurso que deseja. Trabalhar para todos é um desafio constante e, claro, não é possível agradar a todos. Uma das duvidas mais comuns que recebo quanto aos meus livros é: Gustavo, acho que meu exemplar veio com problemas, pois tem umas questões que nao tem as alternativas abcd. Então tenho que explicar que se trata de questões Cespe de certo ou errado. O que para quem já começou a caminhada para concursos é simples, para quem ainda vai começar é complexo. E isso faz parte do aprendizado.

Esse mix de perfis de estudantes me levou a pesquisar sobre estilos de aprendizagem. Em pesquisa realizada com alunos do curso online, descobri que a maior parte dos alunos são do estilo reflexivo. Isso me ajudou a desenvolver mais materiais diferentes, além do textual. Continuo pesquisando os estilos para poder melhorar essa preparação.

Enfim, a luta continua. Só tenho a agradecer a todos que conheci nesses 10 anos. Não foi fácil, mas cada mensagem que recebi me ajudou a dar mais um passo a frente. Obrigado a todos.

Força nos estudos!

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Práticas Éticas em Bibliotecas e Serviços de Informação

by Gustavo Henn on 2 de agosto de 2014

Muito bom esse livro “Prática éticas em Bibliotecas e Serviços de informação”. Organizado pelo Professor Francisco das Chagas, reconhecido pesquisador na temática, e por Ana Cláudia Perpétuo Silva, ele traz vários trabalhos de pós-graduação estudando a ética na prática do bibliotecário.

Vai muito além do código de ética do bibliotecário. Fez-me lembrar de uma questões recorrente no meu curso, que diz que o bibliotecário “deve se manter neutro” e muitos dos meus alunos concordam que o bibliotecário deve ser neutro, apenas entregar a informação solicitada ao usuário e fim. No entanto, seria isso ético? Se o usuário for uma criança e estiver pedindo para ler o “kama sutra”, seria ético?

Gostei muito do livro, vale a leitura tanto para quem quer conhecer as pesquisas recentes da área, quanto para os profissionais que querem entender melhor os conflitos éticos da profissão. Também vale, claro, para os concurseiros.

Força nos estudos!

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Curso Biblioteconomia para concursos em Fortaleza, Ceará

by Gustavo Henn on 29 de julho de 2014

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Dia 27 de setembro estarei, se Deus quiser, ministrando curso em Fortaleza.

Será a primeira vez que ministrarei meu curso no Ceará e estou muito contente de poder conhecer pessoalmente muitos leitores e alunos.

A organização está a cargo só Fernando, da Acesso, empresa respeitadíssima e reconhecida. Será sucesso.

Força nos estudos!!!

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Concurso IFRN análise de prova

by Gustavo Henn on 21 de julho de 2014

A Alyne, a quem agradeço, me enviou a prova do IF RN. Escolhi algumas questões para comentar.

21. Um vocabulário controlado é essencialmente
A) uma relação de publicações que o autor consultou para escrever sua obra.
B) um índice classificado de um trabalho ordenado alfabeticamente por temas específicos.
C) uma lista de termos autorizados para recuperação da informação.
D) uma lista de letras ou números que representam o nome do autor e a classificação de uma obra.

Letra C. Por isso tem esse nome “controlado”. Somente termos autorizados serão utilizados para representar e recuperar a informação.

22. A diferença entre tesauro e uma lista de cabeçalho de assunto é
A) sua utilidade.
B) sua estrutura associativa.
C) que, nos tesauros, cada palavra corresponde a um conceito.
D) que o tesauro é uma linguagem pós-coordenada, e a lista de cabeçalho é pré-coordenada.

Letra D. Na linguagem pós-coordenada, os termos são combinados no momento da busca. Por exemplo: literatura + Brasil + século XX. Já na linguagem pré-coordenada os termos são combinados no momento da classificação/indexação. Por exemplo: literatura brasileira do século XX.

23. De acordo com a CDU, a notação que apresenta o auxiliar de forma é{
A) 658.56:36
B) 658.56(81)
C) 658.012.2(035)
D) 658.012.2+658.56

Resposta: C. Forma é representada pelo símbolo (0…).

24. O primeiro enfoque do profissional da informação, na sua função de planejador, consiste em
A) adotar estratégias motivacionais e catalisadoras de ação
B) promover o uso do acervo e os serviços oferecidos para melhor atender a comunidade.
C) elaborar manuais para melhorar o fluxo das atividades.
D) interpretar a missão institucional estabelecendo objetivos para o seu cumprimento.

Letra D. Deve-se caminhar na direção da missão.

25. A avaliação de coleções implica em diversas tomadas de decisão. Dentre elas, tem-se{
A) o desbaste e o descarte.
B) o registro.
C) a adequabilidade do acervo.
D) a censura dos materiais.

Resposta: Letra D. Depois da avaliação do acervo, será necessário decidir sobre desbaste e descarte dos itens que não são mais úteis para a circulação.

27. Na busca booleana, a utilização do operador OR (OU) deve ser feita quando se pretende recuperar documentos que
A) possuam um dos termos diretamente seguidos pelo outro.
B) possuam palavras que sejam tratadas como uma frase.
C) reúnam todos os termos pesquisados.
D) contenham, pelo menos, um dos termos unidos pelo operador.

Letra D. Na lógica booleana, OU irá recuperar qualquer documento que contenha pelo menos 1 dos termos. Brasil OU China, por exemplo, irá recuperar documentos que contenham a palavra Brasil, ou a palavra China, ou ambas.

29. A indexação de assunto envolve duas etapas principais: a análise conceitual e a tradução. Essa segunda etapa
A) proporciona respostas a uma infinidade de questões relacionadas com a análise dos assuntos de um documento.
B) envolve a conversão da análise conceitual de um documento em um determinado conjunto de termos de indexação.
C) designa a capacidade de recuperar documentos úteis e evitar documentos inúteis.
D) implica, em primeiro lugar, definir o assunto de um documento.

Resposta: B. Tradução, nesse caso, é traduzir a análise conceitual de um documento para a linguagem documentária utilizada pelo sistema.

30. De acordo com a ordem vertical (arquivamento) da Classificação Decimal Universal (CDU), a sequência correta é
A) 316; 316:658.8; 316+316.4; 316(046)
B) 316:658.8; 316+316.4; 316(046); 316
C) 316+316.4; 316; 316:658.8; 316(046)
D) 316+316.4; 316:658.8; 316; 316(046)

Resposta: C. A ordem de arquivamento é sempre do mais geral para o mais específico. 316:658.8 é uma, digamos assim, limitação do assunto 316, logo, 316 sozinho será mais amplo que 316:658.8.

42. Como regra geral, conforme o Manual AACR2, a entrada principal de uma obra adaptada deve ser pelo
A) adaptador.
B) autor original.
C) editor.
D) título da obra original.

Resposta: A O termo adaptador pode confundir. Pois na verdade o adaptador criou uma nova obra, ainda que baseada em uma outra obra. Logo, a entrada é pelo autor adaptador.

Força nos estudos!

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Análise de conteúdo

by Gustavo Henn on 12 de julho de 2014

Foi publicado recentemente na Revista Informação & Sociedade: Estudos, da UFPB, um artigo bem interessante sobre análise de conteúdo, um método de pesquisa qualitativa. Outros métodos de pesquisa já foram exigidos em concursos públicos, como Delphi e Grupos Focais. Quando apareceram, por não serem comuns, foi surpresa para muitos. Como o bom estudante é aquele que se adianta ao professor, vale a pena ler o artigo para não ser surpreendido.

ANÁLISE DE CONTEÚDO: considerações gerais, relações com a pergunta de pesquisa, possibilidades e limitações do método, de Ricardo Bezerra Cavalcante, Pedro Calixto e Marta Macedo Kerr Pinheiro.

Assim, a análise de conteúdo compreende técnicas de pesquisa que permitem, de forma sistemática, a descrição das mensagens e das atitudes
atreladas ao contexto da enunciação, bem como as inferências sobre os dados coletados. A escolha deste método de análise pode ser explicada
pela necessidade de ultrapassar as incertezas conseqüentes das hipóteses e pressupostos, pela necessidade de enriquecimento da leitura por
meio da compreensão das significações e pela necessidade de desvelar as relações que se estabelecem além das falas propriamente ditas.

Força nos estudos!!!

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Curso preparatório para concursos – módulo técnico

by Gustavo Henn on 18 de junho de 2014

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A DATA COOP REALIZARÁ CURSO PREPARATÓRIO DE BIBLIOTECONOMIA PARA CONCURSOS – MÓDULO TÉCNICO: CLASSIFICAÇÃO, INDEXAÇÃO, CATALOGAÇÃO E NORMALIZAÇÃO / Convênio SESCOOP/UERJ

CARGA HORÁRIA: 15 HORAS/AULA

PERÍODO: SÁBADOS 19, 26 de julho e 2 de agosto de 2014

HORÁRIO: 8 às 13 Horas

ENDEREÇO:
UERJ: Rua São Francisco Xavier, 524 / bloco F 6º andar, sala 6104 (Maracanã)
Investimento
Por inscrição, com a seguinte diferenciação: Estudantes de Biblioteconomia: R$ 290,00; Bibliotecários: R$ 350,00.
Para inscritos nos preparatórios anteriormente realizados (estudante ou bibliotecário): R$ 200,00.

Pagamento depósito em conta:
Para DATA COOP – COOPERATIVA DE BIBLIOTECÁRIOS,
DOCUMENTALISTAS, ARQUIVISTAS E ANALISTAS DA INFORMAÇÃO LTDA.

CNPJ: 01596552/0001-77

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AG: 4144
Operação 003
Conta 790772-8
Confirmação por EMAIL – wilsy@datacoop.com.br
Inscrição: wilsy@datacoop.com.br
Inscrições até dia 05/07/2014 A confirmação de inscrição dá mediante comprovante de pagamento.
RUA DA QUITANDA, 19, SALA 401 –CENTRO – CEP 20011-030 – RIO DE JANEIRO – RJ

JUSTIFICATIVA

O crescente espaço no mercado de trabalho de Biblioteconomia, principalmente a grande oferta de vagas no serviço público, motiva estudantes e profissionais da área a procurarem cada vez mais capacitação para prestar concursos a fim de aproveitar o volume de oportunidades disponíveis, o que impulsiona a criação de cursos para atender à demanda de preparação destes candidatos.

OBJETIVOS / RESULTADOS ESPERADOS

O curso visa atuar na preparação do candidato frente às questões de concurso da área mais técnica e tradicional da Biblioteconomia. Serão 15 horas divididas entre as disciplinas classificação, indexação, catalogação e normalização.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Classificação, indexação, catalogação e normalização.
O conteúdo deverá ser trabalhado tendo por base questões de provas variadas sobre as citadas disciplinas, realizadas no ano de 2013 até a data de divulgação do curso.

PRE-REQUISITOS

Não há pré-requisitos

INFRA-ESTRUTURA

* Coffee-break
* Pasta com caneta e bloco de anotação;
* Apostila impressa e digital.

DEMAIS INFORMAÇÕES

Vagas: até 50 alunos, mínimo de 20.

CURRÍCULO DA INSTRUTORA

Instrutora: Klara W. Freire
Graduada em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ministra palestras sobre a carreira do bibliotecário no serviço público e possui experiência em Biblioteconomia para concursos. Primeiro lugar no concurso de 2012 do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, órgão no qual trabalha atualmente. Acumula aprovações nos seguintes certames: 2º lugar na Casa da Moeda – seu primeiro, ainda graduanda do 4º período de Biblioteconomia -, 4º lugar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), 3º lugar na UFRJ – onde trabalhou por quase dois anos, até ingressar no Poder Judiciário – e, mais recentemente, 7º lugar na Petrobras, dentre outros.

Wilsy Moreira Castro
Data Coop – Cooperativa de Bibliotecários, Documentalistas, Arquivistas e
Analistas da Informação Ltda.
Rua da Quitanda, 19, salas 401-402
20011-030 – Rio de Janeiro- RJ – Brasil
Tel.: (21)38525653 /(21)38521117

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Introdução a teoria geral da biblioteconomia

by Gustavo Henn on 23 de abril de 2014

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Li e estou lendo o ótimo Introdução a teoria geral da biblioteconomia, do bibliotecário Ronaldo Vieira. Várias abordagens podem ser feitas à guisa de resenha para esta obra. Tentarei expor um pouco do que eu senti e do que eu conheci.

É muito bom receber uma obra chamada introdução à teoria geral da biblioteconomia. Toda profissão que se preze precisa de uma obra básica que introduza os diversos principais assuntos de seu mister. O livro do Ronaldo Vieira cumpre este objetivo ao trazer realmente o geral da biblioteconomia. A despeito disso, a única omissão, digamos assim, que percebi no livro foi não fazer uso das duas introduções à biblioteconomia que conhecemos bem por aqui, Guinchat e Menou, e Edson Nery da Fonseca. A obra em questão segue a linha do livro do Guinchat e Menou, inclusive o título é bem parecido.

O livro tenta abordar tudo da biblioteconomia de forma simples mas não superficial. Por isso, a meu ver, cai como uma luva para alunos de graduação, para concurseiros, e também para alunos de cursos técnicos em biblioteconomia e até mesmo para auxiliar de biblioteca, pois traz muitos tópicos em abordagem apropriada a quem se interessa por biblioteconomia de modo geral.

Outro ponto. Fico muito feliz de ver um livro de um “não-professor”. Nada contra professores, mas quando isso ocorre em uma área tão acadêmica quanto a nossa precisamos realçar. Precisamos de mais bibliotecários escrevendo e publicando, do contrário a biblioteconomia vai ser engolida pela ciência da informação. Agradeço ao Ronaldo Vieira pela coragem. E por extensão parabenizo a Interciencia por acreditar na biblioteconomia.

A organização do livro parece seguir uma grade curricular o que facilita bastante o uso do livro. São 22 capítulos. Talvez um índice ajudasse ainda mais o uso da obra, mas isso pode vir numa segunda edição.

O livro é muito rico em conceitos, traz muitas tabelas, diagramas, esquemas, figuras e exemplos que ajudam e muito os estudos.

Recomendado.

Força nos estudos!

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Curso Biblioteconomia Para Concursos EAD TURMA 2 2014

by Gustavo Henn on 16 de abril de 2014

Estão abertas as inscrições abertas para a nova turma do curso Biblioteconomia Para Concursos, turma 2 2014.

Nosso curso é baseado em objetos de aprendizagem. Através deles, os participantes podem decidir como querem aprender e praticar os diversos conteúdos do curso. Não é estático nem repetitivo, e nem tudo é aula. Acreditamos que cada pessoa tem um ritmo e um momento diferente de aprender, e isso deve ser explorado. Em recente pesquisa, encontramos que o estilo de aprendizagem predominante entre nossos alunos é o reflexivo, de pessoas que “costumam ser ponderadas nas observações e suas conclusões são refletidas antes da ação”. Por isso, quanto mais objetos de aprendizagem diferentes, melhor para a avaliação.

A participação dos professores é de mediadores e orientadores do aprendizado. Cada módulo apresenta diversos tipos de objetos de aprendizagem: textos selecionados, links, games, questões comentadas, além de aulas curtas, com o que é mais importante. Além de fóruns para interação com outros participantes e com os professores. E, claro, também trará questões de várias organizadoras, algumas comentadas. Muito material novo também, novas video-aulas, novos games, nova apostila. É um trabalho que iniciou em 2010 e que está com um formato consolidado que vem alcançando bons resultados. Já tivemos ao longo desse tempo mais de 500 alunos, muitos já são servidores públicos e que estão conquistando seus objetivos.

O novo formato do curso é de 4 meses, sendo 2 meses de curso e dois meses com acesso disponível. É um tempo ideal para quem está disposto a estudar e aprender.

Introdução ao curso. Documentação Biblioteconomia e ciência da informação Normas técnicas para a área de documentação Resumos e índices Indexação Catalogação (AACR-2, RDA, RFRB) Classificação Serviço de referência Estudo de usuário Organização e administração de bibliotecas Desenvolvimento de coleções Noções de informática para bibliotecas Automação Publicações Oficiais Preservação, conservação e restauração de documentos, acervos bibliográficos e conservação digital Bibliografia Catálogo: Tipos e funções. Legislação bibliotecária Dicas gerais para provas discursivas Ergonomia Fontes de informação

;

As inscrições iniciaram dia 14 de abril de 2014.
Serviço
Curso Biblioteconomia Para Concursos 2 2014, entre 9 de junho e 10 de agosto (depois do encerramento, 2 meses de acesso, até o dia 10 de outubro)
Investimento: R$ 379 (via pagseguro)
Inscrições a partir do dia 14 de abril
Contato: blogconcursos@gmail.com
Força nos estudos!!!!

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Concurso IFBA análise de prova

by Gustavo Henn on 8 de abril de 2014

Recebi da Janivalda a prova do IFBA. Vamos ver algumas questões.

Questão 33
A Lei de Lotka, relacionada à produtividade de autores, é fundamentada na premissa básica de que

A) os primeiros artigos sobre um novo assunto, à medida que são produzidos, submetem-se a uma pequena seleção.
B) várias palavras com baixa frequência de ocorrência em um determinado texto têm a mesma frequência.
C) um autor, ao produzir um artigo cientifico e tecnológico, tende a decidir por um determinado nível de especificidade de linguagem para transmitir sua mensagem.
D) alguns pesquisadores publicam muito e muitos publicam pouco.
E) a probabilidade de um autor empregar palavras diferentes para expressar a mesma ideia é pequena.

O enunciado, se não diz logo a resposta, já dá um caminho ao falar da “produtividade dos autores”. Logo, A e B já são descartadas. C, D e E trazem pelo menos a palavra “autor”. Porém, C e E se referem a uma linguagem empregada pelo autor. Que logicamente é algo que só está aí para fazer o candidato perder tempo. A resposta certa é a letra D que diz que poucos autores publicam muito (produzem muito) e muitos autores publicam pouco (produzem pouco). Resposta: D

Questão 34
Na atribuição de um ISBN, as formas diferentes de produtos (como capa dura, brochura, Braille, audiolivro, vídeo, publicação eletrônica on-line) devem receber ISBN

A) novos.
B) separados.
C) individuais.
D) únicos.
E) em bloco.

As alternativas geram muita confusão. Pois não há, pelo menos para mim, diferença em dizer que eles recebem ISBN separados, individuais, únicos ou novos. Mas a resposta do gabarito é letra B, separados. Mas sinceramente não vi nenhum sentido nessa resposta, para mim qualquer uma responderia muita bem, exceto a E.

Questão 36
O processo de arquitetura da informação em ambientes digitais, segundo o modelo de Rosenfeld e Morville (1998), envolve quatro sistemas: organização, rotulagem, navegação e busca. Os sistemas de navegação

A) configuram-se como forma de interação do usuário com o conteúdo informacional no website da biblioteca digital.
B) têm a finalidade de representar os caminhos possíveis oferecidos ao usuário no momento da navegação.
C) constituem um modo de representar uma unidade de informação em sistemas de hipertexto que remetem à informação desejada.
D) são elementos que pretendem mapear as informações armazenadas nos computadores ligados em rede.
E) utilizam processos de indexação que se assemelham à análise de unidades de informação.

Questão de um assunto pouco comum ainda nas provas. A navegação é essa interação que o usuário tem com a informação e como ele pode se locomover(navegar) dentro de um ambiente inforcional. Letra A.

Questão 41
Para garantir a qualidade na construção de ontologias, utilizamos alguns princípios. Aquele no qual as inferências derivadas da ontologia definida devem ser corretas e consistentes do ponto de vista formal e informal com as definições é o princípio da
A) coerência.
B) clareza.
C) legibilidade.
D) extensibilidade.
E) mínima codificação.

Novamente digo: nem sempre é preciso saber do assunto, basta uma leitura atenta do enunciado. Se eu perguntar a você: escolha entre as palavras acima qual delas significa algo “correto e consistente”, alguma dúvida que você marcaria “coerente”? Letra A.

Questão 42
No âmbito da sistematização dos cabeçalhos de assunto, a estruturação e ordenação das ideias que formam os assuntos compostos expressos por cabeçalhos compostos é tratada pela
A) sintaxe linguística.
B) sintaxe absoluta.
C) estrutura sindética.
D) forma temática.
E) ordenação alfabética.

Essa questão é difícil. Exige leitura atenta e cuidado para não confundir termos. O que enunciado quer saber é como se chama a estruturação e ordenação das ideias em um cabeçalho composto. Sintaxe significa “disposição”, lembram de quando a gente estudava “análise sintática” na quarta série? Logo, a resposta ou é A ou é B.
A sintaxe absoluta trata, portanto, da estruturação e ordenação das idéias que formam os assuntos compostos expressos por cabeçalhos compostos.

A sintaxe lingüística é de uma expressão utilizada por Neelameghan para denominar “a sintaxe dos nomes de assuntos”. É baseada na sintaxe da linguagem natural e pode variar de uma língua para outra.(extraído de http://misabellc-biblioteca.blogspot.com.br/2010/05/conteudos-biblioteconomia_5497.html)

Assim, a resposta é letra B.

Questão 43
Dentre os critérios definidos por Cleverdon (1964) para avaliação de linguagens documentárias na recuperação da informação, aquele que considera o nível de satisfação do usuário com o sistema de informação, com foco em todos os fatores que facilitam a operação do sistema, como a ergonomia e a usabilidade da interface, denomina-se

A) formato de saída.
B) critério de ordenação.
C) esforço do usuário.
D) formato de exibição.
E) tempo de resposta.

Este artigo esclarece muito e deve ser lido (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-99362006000200010&script=sci_arttext&tlng=es)

Cleverdon definiu seis critérios para a avaliação de linguagens documentárias na recuperação da informação: a) cobertura; b) revocação; c) precisão; d) tempo de resposta; e) esforço do usuário; f) forma da resposta (output ). Assim, se o sistema é fácil de ser operado, tem boa ergonomia e boa usabilidade, o esforço do usuário será menor. Resposta: C..

Questão 48
A avaliação da ação cultural em bibliotecas deve ser um processo continuado, que garanta a participação dos envolvidos no trabalho, de modo que tenham total liberdade de expressar ideias e opiniões. Nessa avaliação os indivíduos aprendem a dialogar e a refletir criticamente sobre sua produção cultural, e analisá-las criticamente, num clima de receptividade e
abertura a sugestões, pois se trata de um processo

A) socioeducativo.
B) político-pedagógico.
C) sociopedagógico.
D) político-social.
E) político-educativo.

O enunciado deixa claro que se trata de algo educativo, pois fala em “aprender”. A resposta, pra mim, ficaria entra A e E. Eu teria marcado A na prova, se tivesse feito. Teria errado. O gabarito marcou letra E. Mas não sei bem qual seria a diferença entre socioeducativa e político-educativa.

Resposta: E.

Questão 49
Em termos de conservação preventiva de acervos bibliográficos, as ações de condicionamento e armazenamento referem-se, respectivamente, à qualidade, tipos e funções de

A) suportes e informações.
B) embalagens e mobiliário.
C) temperatura e umidade relativa.
D) espaço físico e acervo.
E) ambiente controlado e armazéns.

Acondicionamento vem de “acondicionar” que significa “dar condições”, “dar qualidade”. E armazenamento vem de armazenar que é “guardar”. Pois bem. Acondicionar tem a ver em como você vai dar condições de um acervo bibliográficar se manter bem guardado ao longo do tempo (embalagem) e armazenamento tem a ver com o local onde será guardado, no caso, mobiliário.

Resposta: B

Força nos estudos!!!

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A DATA COOP REALIZARÁ CURSO PREPARATÓRIO DE BIBLIOTECONOMIA – CONCURSO UFRJ – RESOLUÇÃO DE QUESTÕES / Convênio SESCOOP/UERJ

CARGA HORÁRIA: 15 HORAS/AULA
PERÍODO: SÁBADOS 17, 24 E 31/05 DE 2014
HORÁRIO: 8 ÀS 13 Horas
ENDEREÇO:
UERJ – Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 / bloco F, 6º andar, SALA 6104 (Maracanã)

Investimento
Por inscrição, com a seguinte diferenciação: Estudantes de Biblioteconomia: R$ 290,00; Bibliotecários: R$ 350,00.
Para inscritos no preparatório anteriormente realizado (estudante ou bibliotecário): R$ 200,00.
Pagamento depósito em conta:
Para DATA COOP – COOPERATIVA DE BIBLIOTECÁRIOS,
DOCUMENTALISTAS, ARQUIVISTAS E ANALISTAS DA INFORMAÇÃO LTDA.
CNPJ: 01596552/0001-77
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AG: 4144
Operação 003
Conta 790772-8
Confirmação por EMAIL – wilsy@datacoop.com.br
Inscrição: wilsy@datacoop.com.br
Inscrições até dia 10 de maio. A confirmação de inscrição se dá mediante comprovante de pagamento.
RUA DA QUITANDA, 19, SALA 401 –CENTRO – CEP 20011-030 – RIO DE JANEIRO – RJ

JUSTIFICATIVA
O crescente espaço no mercado de trabalho de Biblioteconomia, principalmente a grande oferta de vagas no serviço público, motiva estudantes e profissionais da área a procurarem cada vez mais capacitação para prestar concursos a fim de aproveitar o volume de oportunidades disponíveis, o que impulsiona a criação de cursos para atender à demanda de preparação destes candidatos.

OBJETIVOS / RESULTADOS ESPERADOS
O curso visa atuar na preparação do candidato para o certame a ser realizado com o intuito de preenchimento do quadro de Bibliotecário-Documentalista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) através da resolução de provas de concursos anteriores e estudos de caso/questões discursivas de provas da área.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
O conteúdo programático deverá ter como base o apresentado pela organizadora do concurso, quando de sua publicação, que deverá ocorrer até a data de início das inscrições, de acordo com o Edital nº 70, de 31 de março de 2014.
PRE-REQUISITOS
Não há pré-requisitos
INFRA-ESTRUTURA
* Cadeiras com apoio para escrita;
* Coffee-break
* Tela com projetor (datashow)
* Pasta com caneta e bloco de anotação;
* Apostila de questões impressa.
DEMAIS INFORMAÇÕES
Vagas: até 50 alunos, mínimo de 20.
CURRÍCULO DA INSTRUTORA
Instrutora: Klara W. Freire
Graduada em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ministra palestras sobre a carreira do bibliotecário no serviço público e possui experiência em Biblioteconomia para concursos. Primeiro lugar no concurso de 2012 do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, órgão no qual trabalha atualmente. Acumula aprovações nos seguintes certames: 2º lugar na Casa da Moeda – seu primeiro, ainda graduanda do 4º período de Biblioteconomia -, 4º lugar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), 3º lugar na UFRJ – onde trabalhou por quase dois anos, até ingressar no Poder Judiciário – e, mais recentemente, 7º lugar na Petrobras, dentre muitos outros.

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Análise de prova Metro SP FCC

by Gustavo Henn on 3 de abril de 2014

Recebi da Eleonor, a quem agradeço, a prova do Metrô SP, realizada pela FCC. Eu particularmente gosto muito da FCC pois considero uma banca muito boa na parte de biblioteconomia e que traz vários tipos de perguntas, então a prova não fica monótona, eu sinto que meu raciocínio de certa forma se sente desafiado a cada questao.

Em termos de assuntos, as 30 questões específicas foram bem distribuídas, não vi nenhum assunto predominar. O que é bom também.

Vamos analisar algumas questões.

33. Variáveis, características ou atributos capazes de sintetizar,
representar ou dar maior significado ao que se quer
avaliar. Tratam-se

(A) das medidas de relevância.
(B) das medidas de desempenho.
(C) das medidas de acessibilidade.
(D) dos padrões.
(E) dos indicadores.

A dúvida aqui fica entre medidas de desempenho e indicadores, que possuem conceitos bem parecidos e em muitos textos são mesmo sinônimos. Porém, como o enunciado é geral quando “ao que se quer avaliar”, o termo indicadores se adequa melhor, a meu ver, para a resposta. Letra E.

35. Segundo a legislação brasileira de direitos autorais, obra
originária é
(A) aquela em que o autor se oculta sob nome suposto.
(B) a que se publique após a morte do autor.
(C) a criação primígena.
(D) aquela que, constituindo criação intelectual nova,
resulta da transformação de obra anterior.
(E) a que não haja sido objeto de publicação.

Questão, sobretudo, de raciocínio lógico e conhecimento de palavras. Na verdade, nada tem a ver com biblioteconomia esta questão, ou melhor, ter a ver tem, mas mesmo quem não sabe o que é uma biblioteca responde esta questão apenas pelo enunciado. Afinal, a lógica diz que uma coisa “originária” é algo original, inicial, que veio primeiro. Logo, na letra C tem “criação primígena”. Primígena é uma palavra estranha para a maioria, mas significa “o primeiro” ou “a primeira”. Letra C.

39. A abordagem alternativa, conhecida também como “abordagem
da percepção do usuário”, é vista por Dervin e
Nilan (1986) como novos estudos de comportamento de
usuários. Esses estudos são, entre outros fatores, caracterizados
por
(A) empregar maior orientação qualitativa.
(B) ser limitados a uma instituição.
(C) ser dirigidos ao sistema de informação.
(D) ser relacionados às linhas de interesse de grupos de
usuários.
(E) focalizar o uso de livros, fontes, bases de dados,
obras de referência e computador.

Questão muito interessante também cujo tema já foi abordado várias vezes aqui no blog. Basicamente, são duas abordagens: tradicional e alternativa. A tradicional é voltada ao sistema, sendo mais quantitativa. A segunda é voltada ao usuário, sendo por isso mais qualitativa. Sugiro a leitura deste artigo http://www.dgz.org.br/ago09/Art_03.htm

Letra A.

43. Dentre as qualidades necessárias ao bibliotecário de referência,
destaca-se uma grande capacidade de análise e
síntese. Essa qualidade vai ajudá-lo a
(A) responder às questões dos usuários.
(B) otimizar o uso do acervo.
(C) criar um ambiente favorável à busca de informação.
(D) organizar as fontes de referência.
(E) atingir interação com os colegas de trabalho.

Esse é o tipo de questão que quem errar tem que fazer ENEM pra biblioteconomia, pois não entendeu que a biblioteconomia existe para o usuário. O bibliotecário de referência tem que ter uma grande capacidade para atender melhor os usuários. Letra A.

47. Ao indexar a obra Transporte público urbano e exclusão
social: a mobilidade da população de baixa renda da região
metropolitana de São Paulo, um bibliotecário selecionou
os seguintes termos de indexação:
Transporte público urbano
Mobilidade urbana
Exclusão social
População urbana
Pobreza
Recebi da Eleonor, a quem agradeço, a prova do Metrô SP, realizada pela FCC. Eu particularmente gosto muito da FCC pois considero uma banca muito boa na parte de biblioteconomia e que traz vários tipos de perguntas, então a prova não fica monótona, eu sinto que meu raciocínio de certa forma se sente desafiado a cada questao.

Em termos de assuntos, as 30 questões específicas foram bem distribuídas, não vi nenhum assunto predominar. O que é bom também.

Vamos analisar algumas questões.

33. Variáveis, características ou atributos capazes de sintetizar,
representar ou dar maior significado ao que se quer
avaliar. Tratam-se

(A) das medidas de relevância.
(B) das medidas de desempenho.
(C) das medidas de acessibilidade.
(D) dos padrões.
(E) dos indicadores.

A dúvida aqui fica entre medidas de desempenho e indicadores, que possuem conceitos bem parecidos e em muitos textos são mesmo sinônimos. Porém, como o enunciado é geral quando “ao que se quer avaliar”, o termo indicadores se adequa melhor, a meu ver, para a resposta. Letra E.

35. Segundo a legislação brasileira de direitos autorais, obra
originária é
(A) aquela em que o autor se oculta sob nome suposto.
(B) a que se publique após a morte do autor.
(C) a criação primígena.
(D) aquela que, constituindo criação intelectual nova,
resulta da transformação de obra anterior.
(E) a que não haja sido objeto de publicação.

Questão, sobretudo, de raciocínio lógico e conhecimento de palavras. Na verdade, nada tem a ver com biblioteconomia esta questão, ou melhor, ter a ver tem, mas mesmo quem não sabe o que é uma biblioteca responde esta questão apenas pelo enunciado. Afinal, a lógica diz que uma coisa “originária” é algo original, inicial, que veio primeiro. Logo, na letra C tem “criação primígena”. Primígena é uma palavra estranha para a maioria, mas significa “o primeiro” ou “a primeira”. Letra C.

39. A abordagem alternativa, conhecida também como “abordagem
da percepção do usuário”, é vista por Dervin e
Nilan (1986) como novos estudos de comportamento de
usuários. Esses estudos são, entre outros fatores, caracterizados
por
(A) empregar maior orientação qualitativa.
(B) ser limitados a uma instituição.
(C) ser dirigidos ao sistema de informação.
(D) ser relacionados às linhas de interesse de grupos de
usuários.
(E) focalizar o uso de livros, fontes, bases de dados,
obras de referência e computador.

Questão muito interessante também cujo tema já foi abordado várias vezes aqui no blog. Basicamente, são duas abordagens: tradicional e alternativa. A tradicional é voltada ao sistema, sendo mais quantitativa. A segunda é voltada ao usuário, sendo por isso mais qualitativa. Sugiro a leitura deste artigo http://www.dgz.org.br/ago09/Art_03.htm

Letra A.

43. Dentre as qualidades necessárias ao bibliotecário de referência,
destaca-se uma grande capacidade de análise e
síntese. Essa qualidade vai ajudá-lo a
(A) responder às questões dos usuários.
(B) otimizar o uso do acervo.
(C) criar um ambiente favorável à busca de informação.
(D) organizar as fontes de referência.
(E) atingir interação com os colegas de trabalho.

Esse é o tipo de questão que quem errar tem que fazer ENEM pra biblioteconomia, pois não entendeu que a biblioteconomia existe para o usuário. O bibliotecário de referência tem que ter uma grande capacidade para atender melhor os usuários. Letra A.

47. Ao indexar a obra Transporte público urbano e exclusão
social: a mobilidade da população de baixa renda da região
metropolitana de São Paulo, um bibliotecário selecionou
os seguintes termos de indexação:
Transporte público urbano
Mobilidade urbana
Exclusão social
População urbana
Pobreza
São Paulo (região metropolitana)
É correto afirmar que o bibliotecário elaborou um índice
(A) pré-coordenado, em que a combinação dos termos
preserva o caráter multidimensional dos assuntos.
(B) pré-coordenado, em que a múltipla combinação entre
os termos oferece maior precisão e menor revocação.
(C) pós-coordenado, em que os termos são combinados
na etapa de entrada, no momento da indexação.
(D) pós-coordenado, em que os assuntos são representados
por um conjunto de termos já combinados.
(E) pós-coordenado, em que a recuperação da informação
se faz por meio de combinações booleanas.

A quantidade de termos utilizados já entrega que se trata de pós-coordenação, que combina os termos no momento da busca através, pelo menos na maioria dos sistemas, de operadores booleanos E, OU e NÃO (AND OR NOT)

Letra E.

49. Os programas de computador usados na indexação automática
visam a otimizar o processo de análise de conteúdo
para, entre outros propósitos, minimizar a subjetividade
do indexador.
A afirmativa está
(A) incorreta; softwares de indexação automática são
usados na etapa de tradução.
(B) incorreta; o objetivo desse tipo de indexação é
identificar o significado dos termos.
(C) correta; a indexação automática pode ser feita por
extração e por atribuição.
(D) correta; os programas servem de auxílio na construção
de vocabulários controlados.
(E) incorreta; não existem sistemas capazes de substituir
o indexador humano.

Esse tipo de questão traz duas perguntas em uma. Primeiro, quer saber se a afirmativa está correta. Depois, que saber se a análise feita está correta. Eu creio que não há dúvidas de que a afirmativa está correta, pois tudo que é automático minimiza a subjetividade humana. Logo, a dúvida fica entre C e D. Porém, a D diz que servem de auxílio para a construção de VC, ora, ele quer é indexar logo e não construir vocabulários. A resposta certa é a letra C, indexação por extração (extrai os termos do documento) e atribuição (atribui os termos usando um instrumento como um VC). Resposta C.

53. Em relação aos Requisitos Funcionais para Registros
Bibliográficos, é correto afirmar:
(A) Trata-se de um formato para a descrição de documentos
digitais, contendo dados textuais, audiovisuais,
gráficos e tridimensionais.
(B) Determinam regras de catalogação com ênfase no
documento, isto é, no suporte físico como base da
descrição bibliográfica.
(C) Definem a forma de apresentação e a ordem dos
elementos constitutivos de um registro bibliográfico,
incluindo a pontuação.
(D) Seu desenvolvimento teve como base as tarefas
realizadas pelos usuários, como encontrar, identificar,
selecionar e obter.
(E) Com foco nas necessidades das agências bibliográficas
nacionais, estabelecem um padrão para catalogação
cooperativa.

Questão sobre RFRB mas sem nada mais complexo. Exige uma leitura atenta de cada alternativa. O RFRB são requisitos, não são regras propriamente ditas, não são um código. Sabendo disso, vamos ler. Letra A errada, pois não é um formato. Letra B errada, pois não é um código. Letra C errada, pois não é código de catalogação. Letra E errada, pois não foca em agências bibliográficas. Resposta certa letra D, pois tem como base o usuário e como ele faz para encontrar, identificar, selecionar e obter informação. Resposta: D

55. Examine as notações da Classificação Decimal Universal
abaixo.
656.1 Transporte rodoviário
656.2 Transporte ferroviário
656.3 Transporte ferroviário industrial
656.4 Transporte ferroviário ligeiro
656.5 Outras formas de transporte terrestre
656.6 Transporte por água
Para classificar uma obra que aborda os assuntos distintos
“transporte ferroviário” e “transporte por água”, um
bibliotecário construiu corretamente o número
(A) 656.2 : 656.6.
(B) 656.2 ‘ 656.6.
(C) 656.2 + 656.6.
(D) 656.2 / 656.6.
(E) 656.2 = 656.6.

Questão clássica de CDU. Ele colocou assuntos “irmãos” para confundir, mas não passa de uma combinação “assunto” e (+) “outro assunto”. Logo, letra C.

57. Ao planejar a automação de uma unidade de informação,
os bibliotecários incluíram a conversão retrospectiva do
acervo. Para essa tarefa, recorreram
(A) à Rede Bibliodata de catalogação cooperativa.
(B) à Base Brasileira de Dados Bibliográficos de cooperação
entre bibliotecas.
(C) aos Repositórios Digitais do IBICT de produção científica.
(D) ao Catálogo Coletivo Nacional de bibliotecas brasileiras.
(E) ao Programa de Comutação Bibliográfica de publicações

Questão boa essa, exige um pouco de conhecimento prático mesmo para saber a quem recorrer no momento da conversão retrospectiva, que é converter os registros bibliográficos em um formato legível por computador. Este texto ensina muito bem o que é CR http://www.eca.usp.br/prof/fmodesto/textos/recon03.pdf.

A rede bibliodata entre as apresentadas é a mais indicada, pois é uma rede muito grande e pioneira na automação de bibliotecas no Brasil. Cheguei a trabalhar com a bibliodata quando ainda era estudante de biblio no fim dos anos 1990.

E agora eu descobri que em 2013 a Rede Bibliodata deixou de ser da FGV e passou para a administração do IBICT http://bibliodata.ibict.br/geral/modelos/historico.htm

Resposta: Letra A

Força nos estudos!!!!

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